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Fonte: Sputnik Brasil | Imagem: © Sputnik / Solon Neto | Link Notícia

16/05/2019

Balanço dos protestos: 228 cidades e centenas de milhares nas ruas

Pelo menos 228 cidades registraram protestos contra a redução dos gastos públicos com educação nesta quarta-feira (15). As manifestações foram convocadas pelas redes sociais após decisão do Ministério da Educação de bloquear 24,84% dos recursos esperados em 2019 para universidades, institutos técnicos e escolas sob administração do governo federal.

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Pelo menos 228 cidades registraram protestos contra a redução dos gastos públicos com educação nesta quarta-feira (15). As manifestações foram convocadas pelas redes sociais após decisão do Ministério da Educação de bloquear 24,84% dos recursos esperados em 2019 para universidades, institutos técnicos e escolas sob administração do governo federal.

Em São Paulo, os manifestantes iniciaram uma marcha na Avenida Paulista, a avenida mais importante da cidade. Além da greve iniciada na Universidade de São Paulo (USP), cerca de 32 instituições privadas decidiram não abrir hoje em solidariedade aos movimentos sociais. A polícia não divulgou uma estimativa oficial de manifestantes nas ruas.

No Rio de Janeiro, os protestos começaram em frente à Igreja da Candelária. Cerca de 150 mil manifestantes andaram por 1h30. Um ônibus foi incendiado e a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes.

Em Brasília, capital do Brasil, congressistas da oposição se juntaram a estudantes e sindicalistas para protestar em frente ao Congresso Nacional, onde o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado a prestar esclarecimentos sobre a contingenciamento de fundos.

Mais protestos também foram registrados em várias cidades importantes, como Belo Horizonte, Salvador, Campinas, Recife e Natal.

Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro comentou os primeiros protestos de massa desde a posse do novo governo e classificou os manifestantes como "idiotas úteis" e "massa de manobra". Ele também disse ter assumido um governo "destruído economicamente" e justificou o bloqueio das verbas pela necessidade de cumprir a Lei de Responsabilidade fiscal.



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